segunda-feira, 28 de abril de 2014

Vem aí mais um Papa (março de 2013)

Editorial

Igreja católica precisa de mais um Papa

 
  A nossa igreja católica, apostólica, romana (e não universal) atravessa uma das suas piores crises históricas ... mas "as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela".
 
Os jornais escritos e falados estão recheados de notícias bombásticas envolvendo escândalos, de preferência, sexuais, sem a mínima comprovação, pois eles mesmos se confundem e acabam jogando àgua fria no incêndio que provocaram: ••• parece que o Papa está renunciando por causa de denún- cias de uma rede de prostituição dentro do Vaticano".
 
Parece. Nem tudo, que parece, é. Não existe nada mais absurdo para tentar derrubar o ex-chefe da "inquisição" romana, nem a invenção de uma dimensão geométrica para crimes de pedofilia vão influir na cabeça do futuro Pontífice, a ponto de autorizar de imediato o casamento dos clérigos, como se aí estivesse a solução para a "sem-vergonhice" .
Cristo falou: pobres sempre os tereis e .... escândalos também.... mais "ai" daqueles por quem eles vierem!. Deus é bom ... mas ninguém é bom se não for justo. O, próprio Bento XVI sabia muito bem disso quando afirmou que tem peixe ruim nas redres de Pedro. Escandalizar crianci- nhas é muito fácil. .... e escandalizar os não católicos é mais fácil ainda. Olhe bem à sua volta ... quer uma ajudinha? Leia o artigo do Arnaldo Jabor que circula pela internet: Seja um idiota .. . a idiotice é vital para a felicidade" . É neste mundo que nós vivemos: de Kisses, de baladas, de carnavais, de rou- bos ... de redes de tráfico de drogas e de prostituição ... sem escolas, sem hospitais ... sem transporte humano, sem terra e sem moradia ... em que mais de 8.000 jovens morrem por ano de overdose, 40.000 de assassinatos e 50.000 de acidentes de trânsito.... E a solução para tudo isso? - Alei seca! Lei milagrosa! Resolve todos os problemas nos fins de semana... quando não chove!
 
Não sei se Bento XVI é um santo ... mas não posso deixar de santificar a sua sabedoria. A natureza roubou-lhe a saúde, roubou-lhe as forças físicas, mas não conseguiu aprisionar-lhe a inteligência, nem corrompê-lo pela vaidade do poder. A Igreja precisa de ser investigada, há membros do baixo e alto clero que precisam ser processados, condenados e que não poderão pagar a pena em liberdade. Bento XVI não tem mais tempo de vida, nem saúde para presidir a esse processo complicado, demorado e demolidor. Fez o que pode ... deu o primeiro passo.
 
Um Papa jovem, homem e santo (não precisa ser muito inteligente), que o Espirito Santo vai mandar, conforme promessa de Jesus Cristo a Pedro e aos seus sucessores: "Eu estarei contigo todos os dias até à consumação dos séculos". As tempestades passam e seguir-se-ão dias de bonança. Não podemos, contudo, ficar de braços cruzados. Nossa Senhora de Fátima pediu que rezassem o terço todos os dias para acabar com a primeira guerra mundial. O povo rezou e a guerra não demorou a acabar. Quanto mais rezamos pela paz na Igreja, mais rápido as soluções sábias chegarão.
 
A Igreja precisa acompanhar os tempos modernos sem se deixar corromper pelo poder, pelo dinheiro, pelas vaidades, pelas aparências de santidade. Chega de "sepulcros caiados!
 
Quero terminar com a historinha das quatro velas: Eram quatro velinhas que lutavam por manter-se acesas em meio a um vento que soprava malicioso em todas as direções. Diz a primeira velinha:
- Eu sou a Paz ... mas ninguém me ajuda, ninguém me valoriza ... não estou conseguindo manter-me por mais tempo acesa ... e logo se apagou.
A segunda velinha também se queixou amargamente:
- Eu sou a Fé, mas parece que não sou mais necessária. Ninguém olha para mim ... parece que não precisam mais da minha luz. Não vou resistir acesa por muito tempo... e logo se apagou.
A terceira velinha ainda lutava para manter-se acessa mas suas forças esgotaram-se rapidamente:
- Eu sou o Amor ... mas parece que já não se faz mais nada por amor. Por incrível que pareça, a luz do egoísmo é mais procurada ... e, já sem forças, deixou-se apagar.
A quarta velinha defendia-se com unhas e dentes e, milagrosamente, mantinha-se acessa ... era a vela da Esperança ... aquela, como diz o nosso povo, "última que morre"! Todo o povo olhou, todo o povo comentou a luta das velinhas, todo o povo criticou ... mas a solução veio da cabecinha de uma criança: pegou a vela da Esperança e acendeu novamente a vela da Paz, a vela da Fé e, por fim, a vela do Amor.
 
Com o gesto profético de uma criança (diz o Evangelho: "um menino nos foi dado ... "), o povo descruzou os braços, começou a falar menos, a agir mais, fechando portas e janelas por onde passam ventos daninhos (jornais, revistas, noticiários, fofoquices... ) que apagam as velas que nos trazem a Luz da Vida.
Você, caro leitor, que ainda mantém todas as velas acesas, faça agora o que Jesus pediu a Pedro: " ... confirme na fé os seus irmãos" ... e viva em paz, com amor.
A Igreja de Cristo é uma só: sobre esta pedra (e não sobre estas pedras) edificarei a minha Igreja, falou Cristo a Pedro.
Espere confiante. Outro Papa virá...  pessoa certa para os tempos incertos.

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