segunda-feira, 28 de abril de 2014

A cultura do pecado e a destruição das virtudes (abril de 1014)

Editorial

A cultura do pecado e a destruição das virtudes


                                                                        - Pe. Abilio Soares de Vasconcelos
 
Estamos na "quaresma" e mais uma vez, na maior parte das igrejas católicas, se insiste na cultura do pecado levando uma boa parte dos fiéis, que as frequentam, à depressão, ao pessimismo ou ao desânimo: sou um "eterno pecador".
 
Pelo que se vê, começando pela "quarta feira de cinzas" até às insistentes confissões individuais e exames de consciência tendenciosamente voltados para os "pecados", não podemos esperar muito da floração da sementeiras das "virtudes" que deveriam levar o homem a colher já na terra os frutos da liberdade, da alegria e da paz consigo mesmo, com os seus semelhantes e um convívio saudável e familiar com o próprio Deus.
 
Na quarta feira de cinzas, os folhetos da missa insistiam na fórmula altamente destruidora de toda a esperança humana:
- "lembra-te, ó homem, que és pó e ao pó voltarás".
 
Pior do que isso, só aquela outra que acolhe as pessoas que visitam a Capela dos Ossos na Igreja de São Francisco em Évora, Portugal:
- "Nós (ossos, caveiras, esqueletos) que aqui estamos pelos vossos esperamos".
 
Pensavam os antigos pregadores que metendo medo, ou fazendo os fiéis chorar amargamente seus pecados, iriam atraí-los ou forçá-los a frequentar as missas de domingo e dias santificados, e a contribuir mais com as despesas da igreja. Pura ilusão! As crianças são as que mais choram e não são pecadoras! Mesmo que verdade fosse, acaso foi isso que Cristo ensinou e mandou ensinar por todo o mundo? - Não. Não é dizendo "eu sou feio, que irei ficar bonito"; nem será por causa do meu choro que Deus vai perdoar meus pecados; nem pelo grito que Ele vai atender meus pedidos. 
 
Outra motivação quaresmal é a cura do pecado pelo tripé: jejum, esmola e abstinência. Transformou-se assim, o que poderia ser um "fortificante" para o cultivo das virtudes, em "pesticida" para matar as "pragas" do pecado na faixa etária em que mais "parece" que se peca (dos 21 aos 60 anos). Além de pecadores ainda somos chamados de: "pobres pecadores". Que valor tem deixar de comer carne para encher a barriga de pescado, de caviar? Que adianta jejuar "para não ir para o inferno", quando também o médico receita o jejum para emagrecer, para não morrer, ou para ficar mais elegante? Que valor tem a caridade feita com o dinheiro do suor dos outros, ou simplesmente para atrair as atenções público para a "bondade" do doador? Mas o tripé é valioso. Sim, quando dele nos valemos para fortificar a fé, a esperança e a caridade ... no amor a Deus e no amor ao próximo.
 
Os exames de consciência, distribuídos gratuitamente às resmas durante a quaresma, só visam "pecados", que vão desde os "maus pensamentos" (mesmo não consentidos), até aos crimes que bradam aos céus. Como se as pessoas passassem os dias pensando e fazendo somente coisas proibidas por Deus. E mais, uma vez confessados os pecados e recebida a absolvição, ainda tem muita gente que volta a confessá-los até mais que uma vez, numa pura demonstração de que não confiam no perdão que lhes foi dado por Deus através da boca do confessor. Afinal, Cristo não disse textualmente: "a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados"? Foram ou não foram perdoados? Se foram, porque confessá-los de novo? Será que Deus volta atrás no que promete ou no que faz?
 
Tempo da quaresma é sim, tempo propício para "comer e beber" em abundância o "alimento de Deus" revelado nas Escrituras; para abster-se do tempo desperdiçado em conversas balofas, que não levam a nada que se aproveite; de abrir as portas da casa e do coração para os filhos pródigos seduzidos por quimeras que os arrastam para a destruição da alma ... e do corpo.
 
Em vez do choro e do bater no peito, ou gritarias, como as crianças fazem quando querem alguma coisa, vamos antes seguir o exemplo da mãe de Jesus e com ela cantar "minha alma engrandece ao Senhor e meu espírito se alegra em Deus meu salvador". Vamos, sim, fazer um "verdadeiro exame de consciência" que nos mostre tudo o que de bom, de positivo, fizemos durante o dia:
- a quem ajudamos com palavras e obras;
- o que aprendemos a mais sobre a boa nova do evangelho;
- quantos talentos a mais já acrescentamos aos que recebemos de Deus;
- quanto economizamos para poder ajudar mais o próximo que está numa fase ruim de vida;
-etc.
 
 Tem que ser um exame de consciência que desperte em nós uma vontade firme de fazer o bem e obter resultados positivos ainda maiores. Doutra forma, é entrar no desespero ou, no mínimo, jogar fora o tempo perdido com o exame de consciência. Sofrer, morrer crucificado? Cristo já fez tudo isso por nós ... já nos libertou. Não será batendo no peito e gritando aos quatro ventos "eu sou um pobre pecador" que me transformarei num santo. E Cristo sabe muito bem disso.
Precisamos, sim, ser testemunhas e anunciar por toda a parte que Cristo morreu pela salvação e libertação de todos os homens, que ressuscitou ao terceiro dia e está vivo entre nós.
Páscoa é vida nova para Cristo e para todos nós.  Alegremo-nos no Senhor. 
 
Feliz Páscoa para todos os caríssimos paroquianos e leitores.

Vem aí mais um Papa (março de 2013)

Editorial

Igreja católica precisa de mais um Papa

 
  A nossa igreja católica, apostólica, romana (e não universal) atravessa uma das suas piores crises históricas ... mas "as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela".
 
Os jornais escritos e falados estão recheados de notícias bombásticas envolvendo escândalos, de preferência, sexuais, sem a mínima comprovação, pois eles mesmos se confundem e acabam jogando àgua fria no incêndio que provocaram: ••• parece que o Papa está renunciando por causa de denún- cias de uma rede de prostituição dentro do Vaticano".
 
Parece. Nem tudo, que parece, é. Não existe nada mais absurdo para tentar derrubar o ex-chefe da "inquisição" romana, nem a invenção de uma dimensão geométrica para crimes de pedofilia vão influir na cabeça do futuro Pontífice, a ponto de autorizar de imediato o casamento dos clérigos, como se aí estivesse a solução para a "sem-vergonhice" .
Cristo falou: pobres sempre os tereis e .... escândalos também.... mais "ai" daqueles por quem eles vierem!. Deus é bom ... mas ninguém é bom se não for justo. O, próprio Bento XVI sabia muito bem disso quando afirmou que tem peixe ruim nas redres de Pedro. Escandalizar crianci- nhas é muito fácil. .... e escandalizar os não católicos é mais fácil ainda. Olhe bem à sua volta ... quer uma ajudinha? Leia o artigo do Arnaldo Jabor que circula pela internet: Seja um idiota .. . a idiotice é vital para a felicidade" . É neste mundo que nós vivemos: de Kisses, de baladas, de carnavais, de rou- bos ... de redes de tráfico de drogas e de prostituição ... sem escolas, sem hospitais ... sem transporte humano, sem terra e sem moradia ... em que mais de 8.000 jovens morrem por ano de overdose, 40.000 de assassinatos e 50.000 de acidentes de trânsito.... E a solução para tudo isso? - Alei seca! Lei milagrosa! Resolve todos os problemas nos fins de semana... quando não chove!
 
Não sei se Bento XVI é um santo ... mas não posso deixar de santificar a sua sabedoria. A natureza roubou-lhe a saúde, roubou-lhe as forças físicas, mas não conseguiu aprisionar-lhe a inteligência, nem corrompê-lo pela vaidade do poder. A Igreja precisa de ser investigada, há membros do baixo e alto clero que precisam ser processados, condenados e que não poderão pagar a pena em liberdade. Bento XVI não tem mais tempo de vida, nem saúde para presidir a esse processo complicado, demorado e demolidor. Fez o que pode ... deu o primeiro passo.
 
Um Papa jovem, homem e santo (não precisa ser muito inteligente), que o Espirito Santo vai mandar, conforme promessa de Jesus Cristo a Pedro e aos seus sucessores: "Eu estarei contigo todos os dias até à consumação dos séculos". As tempestades passam e seguir-se-ão dias de bonança. Não podemos, contudo, ficar de braços cruzados. Nossa Senhora de Fátima pediu que rezassem o terço todos os dias para acabar com a primeira guerra mundial. O povo rezou e a guerra não demorou a acabar. Quanto mais rezamos pela paz na Igreja, mais rápido as soluções sábias chegarão.
 
A Igreja precisa acompanhar os tempos modernos sem se deixar corromper pelo poder, pelo dinheiro, pelas vaidades, pelas aparências de santidade. Chega de "sepulcros caiados!
 
Quero terminar com a historinha das quatro velas: Eram quatro velinhas que lutavam por manter-se acesas em meio a um vento que soprava malicioso em todas as direções. Diz a primeira velinha:
- Eu sou a Paz ... mas ninguém me ajuda, ninguém me valoriza ... não estou conseguindo manter-me por mais tempo acesa ... e logo se apagou.
A segunda velinha também se queixou amargamente:
- Eu sou a Fé, mas parece que não sou mais necessária. Ninguém olha para mim ... parece que não precisam mais da minha luz. Não vou resistir acesa por muito tempo... e logo se apagou.
A terceira velinha ainda lutava para manter-se acessa mas suas forças esgotaram-se rapidamente:
- Eu sou o Amor ... mas parece que já não se faz mais nada por amor. Por incrível que pareça, a luz do egoísmo é mais procurada ... e, já sem forças, deixou-se apagar.
A quarta velinha defendia-se com unhas e dentes e, milagrosamente, mantinha-se acessa ... era a vela da Esperança ... aquela, como diz o nosso povo, "última que morre"! Todo o povo olhou, todo o povo comentou a luta das velinhas, todo o povo criticou ... mas a solução veio da cabecinha de uma criança: pegou a vela da Esperança e acendeu novamente a vela da Paz, a vela da Fé e, por fim, a vela do Amor.
 
Com o gesto profético de uma criança (diz o Evangelho: "um menino nos foi dado ... "), o povo descruzou os braços, começou a falar menos, a agir mais, fechando portas e janelas por onde passam ventos daninhos (jornais, revistas, noticiários, fofoquices... ) que apagam as velas que nos trazem a Luz da Vida.
Você, caro leitor, que ainda mantém todas as velas acesas, faça agora o que Jesus pediu a Pedro: " ... confirme na fé os seus irmãos" ... e viva em paz, com amor.
A Igreja de Cristo é uma só: sobre esta pedra (e não sobre estas pedras) edificarei a minha Igreja, falou Cristo a Pedro.
Espere confiante. Outro Papa virá...  pessoa certa para os tempos incertos.

Estamos chegando ao fim do ano (dezembro de 2013)


Editorial

Está chegando ao fim do ano
                                                                                                                                   Abílio Soares de Vasconcelos


Em chegando ao fim do ano, posso confessar que nunca tinha descido tão profundamente ao fundo do poço do desânimo, nem ao domínio da vontade de voltar às origens.

Vai-se pai, vai-se mãe, vão-se os amigos às levas, uns morrendo outros sendo sumariamente destituídos dos seus ofícios, vai-se assim abruptamente a esperança de uma ressureição dos tempos de outrora e as primaveras predominavam nos campos em flor da Fazenda das Arcas e dentro e fora da Rádio Catedral, hoje ambas totalmente desfiguradas. No meio de todo esse apogeu, era com orgulho e santa vaidade que o clero desfilava pelos andares do edificio João Paulo II que espelhava a saúde da economia da Arquidiocese do Rio de Janeiro, num crescendo constante, desde o desprendido Cardeal Leme, que trocou o seu carro particular pela fazenda das Arcas para dar maior conforto aos seminaristas em férias, até ao mão segura do Cardeal Sales, que administrou a Arquidiocese por 28 anos consecutivos construiu o Sumaré, o João Paulo II e a Rádio Catedral.

Acompanhei esse tempo áureo! A fazenda de Itaipava era o refúgio dos padres nas segundas-feiras, o repouso dos fiéis nos finais de semana ... o paraíso que todo o ex-seminarista recorda com saudade. Lá investi milhares de reais meus e de meus amigos na reforma da sede e viabilidade do campo, mas, avoltar de Roma, tudo estava já entregue às baratas: tinham vendido para o açougue as vacas holandesas que produziam mais de 200 litros de leite por dia, fechado os lacticínios, destruído as hortas, mandado embora quem sabia trabalhar e queria produzir. Resultado: hoje o Seminário de São Jogasta com sua manutenção entre 20 e 30 mil reais todo o mês! Há como reverter o processo mas não querem. Estão, sim, querendo vendê-la para pagar as dívidas da Jornada da Juventude! Tremi de indignação! De santa indignação para quem trocou caviar por sardinha para ver crescer o patrimônio da igreja, acompanhou as duas visitas anteriores do Papa ao Rio de Janeiro e viu que o resultado, tanto da primeira como da segunda, foi altamente positivo mesmo em termos financeiros.

Enfim! Eis que parece chegar a salvação e se renova a esperança de se manter as ferramentas mínimas para um bom trabalho pastoral nos próximos anos. A notícia vem do Estado de Minas, de 29/11/2013, setor Giro pelo Brasil:

- "A Arquidiocese do Rio de Janeiro será socorrida por um financiamento do Papa Francisco por causa do rombo deixado depois da Jornada da Juventude (JMJ). A Santa Sé devecontribuir com um "valor significativo" e está negociando os termos. Se o evento, realizado entre 23 e 28 de julho, foi um sucesso total para a imagem do Papa Francisco em sua primeira viagem internacional, o Vaticano e o Papa pessoalmente ficaram preocupados diantda falta de controle com os gastos, justamente em um pontificado marcado pela austeridade e pelas ordens do Pontífice aos sacerdotes para que evitem exageros. A jornada acabou custando R$ 350 milhões. Parte do valor fopago com as inscrições dos participantes. Recursos públicos também foram usados, num total de R$ 118 milhões. Ainda assim, o evento terminou com uma dívida de R$ 90 milhões para a Arquidiocese do Rio, responsável pela organização. "

Essa foi a notícia fresquinha que saiu no jornal EM, verdadeira ou falsa no todou em parte, não o sei, até porque ainda não houve prestação de contas oficial da Arquidiocese nem para os padres, contudo, resta uma forte esperança de que a Fazenda das Arcas não tenha o mesmo fim que teve o Hospital dQuinta da Boa Vista, suor e lágrimas de Mons. Abilio da Nova, e que a Rádio Catedral ganhe uma roupagem nova já no próximo ano para subir aos telhados e anunciar a alto e bom tom a vinda do Salvador para implantar na terra o reino do amor, justiça e paz. Só assim espero esquecer as feridas profundas de mais um ano que passou.
 
Rorate coeli desuper et nubes pluant justum. (Canto do advento, conf. Is 45,8

PEQUENA VIA - A Jornada não pode parar (setembro de 2013)

ESTAMOS DISPONIBILIZANDO, PARA TODOS OS DEVOTOS, parte da "PEQUENA VIA", JORNAL MENSAL DA PARÓQUIA DE SANTA TERESINHA – BOTAFOGO via: paroquiasteresinha.blogspot.com Esperamos que lhes seja útil.
Pe Abílio Vasconcelos

Editorial A Jornada não pode parar! - Côn.Abílio Soares de Vasconcelos
JMJ Rio2013

A JORNADA NÃO PODE PARAR

Se não me falha a memória, os jovens reunidos na missa de despedida receberam do Papa Francisco uma grande missão: "Ide .... evangelizar". Este mandato faz parte do lema da 28a Jornada Mundial da Juventude sediada no Rio de Janeiro em julho deste ano.
O que fazem os jovens hoje, no pós-jornada?
 
A pergunta que fazemos, um mês após o término da Festa do Encontro dos Jovens, é: o que fazem os jovens hoje, no pós-jornada? Já percorreram alguma etapa da caminhada? Em que ponto se encontram? O mais importante de uma missão não é a convocação, nem o encontro; nem a festa de despedida, nem o folclore, nem os foguetes, mas o resultado de cada etapa da campanha assumida. A impressão que nos dá é que os jovens estão parados sem rumo, sem saber para que lado vão! Faltam diretrizes, faltam metas a cumprir ... acabou o combustível. Pedir aos jovens que "metam a mão no bolso" para subsidiar o "ide ... " é inconcebível. Jovem só mete a mão no bolso para tirar o lenço, quando o tem! Recordo que sempre que se faziam as festas na paróquia, onde eu nasci e cresci, era exatamente para se angariar recursos para subsidiar as campanhas pastorais, aproveitando de modo especial a força, a dedicação e o heroísmo dos jovens. Jamais para gastar com foguetes e bandas de música.
 
O custo - beneficio do evento Jornada da Juventude só poderá ser avaliado nos próximos anos pelos resultados da caminhada, mas jovens parados é prejuízo na certa. Não diria que um vendaval passou, mas sim que o encontro dos jovens, a festa, acabou. Os palanques, que punham em destaque autoridades e artistas, caíram; os enfeites viraram cinzas e o muito material restante, que nem chegou a ser I . usado, em breve será cinza também. Claro, foram mais os pontos positivos que os negativos, apesar da desorganização reconhecida até pelos organiza- dores. Contudo, todo o mundo sabe, ou deveria saber, que mais importante que a Jornada é o pós-jornada. Dizem que a pressa é inimiga da perfeição. Mais uma vez o ditado foi confirmado. Por que tanta pressa para sediar uma jornada?
 
A cidade do Rio de Janeiro era e é um canteiro de obras onde ninguém se entende. E já era assim antes das manifestações públicas contra o Governador e contra o Prefeito. Por que não esperar pela infraestrutura necessária para a realização da Copa do Mundo de Futebol de 2014 e das Olimpíadas de 2016? Impossível que até lá não tenham sido resolvidos os problemas dos transportes públicos da cidade, dos alojamentos mais em conta, dos hospitais mais equipados, do atendimento médico mais rápido e eficiente ... e tantas outras coisas da competência da Estado e do Município, sem o perigo de ataques dos "cristãos mal intencionados" sob a alegação de "ajuda discriminatória dos órgãos públicos à igreja católica, ferindo a Constituição do País". Além do mais, o Arcebispo do Rio de Janeiro, mais sedimentado e refeito da herança de uma arquidiocese bipartida e finanças abaladas, já teria um conhecimento mais claro do terreno, dos políticos e do próprio clero inexperiente em quem confiou cega- mente. Nem as viagens coletivas dos jovens organizadores a Madri e a Roma fizeram com que se evitasse, e até se agravasse, a repetição dos problemas das jornadas anteriores. Faltou experiência aos jovens e a voz prudente dos mais velhos. Bem que o Papa aconselhou os netos a ouvir mais os avós, mas seu conselho chegou tarde demais. Salvaram a Jornada, São Pedro, primeiro papa, o atual Papa Francisco e o local paradisíaco da praia de Copacabana, sempre sob as bênçãos do Cristo octogenário do Corcovado, que abriu também as portas para os "velhos" participarem da Missa do Envio e .... a 28a Jornada da Juventude pudesse contabilizar a linda soma de mais de três milhões e meio de participantes.
 
Trezentos e cinquenta milhões de reais! Não adianta chorar pelo leite derramado, diz o nosso povo. Nem podemos cruzar os braços. Há que se criar quanto antes uma Comissão para não deixar morrer o sonho desses milhares de jovens que prometeram "ir evangelizar". Eles precisam de metas precisas e possíveis, além de condições financeiras, pois força e boa vontade é o que não lhes falta. O Papa, num dos seus mais longos discursos, disse que confia nos jovens brasileiros para esquentar e trazer de volta os corações do católicos que aderiram a outras religiões ou seitas. Julgamos ser possível, e até fácil, aliando a força e calor dos jovens à estratégia e dinheiro dos mais "velhos". Só boa vontade não basta ... e até Deus proíbe que se gaste o que se não tem.
 
Fica criada a Comissão Pós - Jornada da Igreja de Santa Teresinha de Botafogo.
 
Dentro do princípio de que as palavras movem, mas são os exemplos que arrastam, fica criada desde já a Comissão Pós-Jornada da Igreja Santa Teresinha de Botafogo, sob a presidên- cia do Pároco, do seu cooperador direto Pe Frank e mais 12 apóstolos jovens, a fim de elaborar no prazo de 30 dias as etapas da missão "ide ... evangelizar" e montar a campanha financeira corres- pondente, para que as metas sejam atingidas na sua plenitude.
 
Santa Teresinha, padroeira das missões, rogai por nós.