segunda-feira, 28 de abril de 2014

PEQUENA VIA - A Jornada não pode parar (setembro de 2013)

ESTAMOS DISPONIBILIZANDO, PARA TODOS OS DEVOTOS, parte da "PEQUENA VIA", JORNAL MENSAL DA PARÓQUIA DE SANTA TERESINHA – BOTAFOGO via: paroquiasteresinha.blogspot.com Esperamos que lhes seja útil.
Pe Abílio Vasconcelos

Editorial A Jornada não pode parar! - Côn.Abílio Soares de Vasconcelos
JMJ Rio2013

A JORNADA NÃO PODE PARAR

Se não me falha a memória, os jovens reunidos na missa de despedida receberam do Papa Francisco uma grande missão: "Ide .... evangelizar". Este mandato faz parte do lema da 28a Jornada Mundial da Juventude sediada no Rio de Janeiro em julho deste ano.
O que fazem os jovens hoje, no pós-jornada?
 
A pergunta que fazemos, um mês após o término da Festa do Encontro dos Jovens, é: o que fazem os jovens hoje, no pós-jornada? Já percorreram alguma etapa da caminhada? Em que ponto se encontram? O mais importante de uma missão não é a convocação, nem o encontro; nem a festa de despedida, nem o folclore, nem os foguetes, mas o resultado de cada etapa da campanha assumida. A impressão que nos dá é que os jovens estão parados sem rumo, sem saber para que lado vão! Faltam diretrizes, faltam metas a cumprir ... acabou o combustível. Pedir aos jovens que "metam a mão no bolso" para subsidiar o "ide ... " é inconcebível. Jovem só mete a mão no bolso para tirar o lenço, quando o tem! Recordo que sempre que se faziam as festas na paróquia, onde eu nasci e cresci, era exatamente para se angariar recursos para subsidiar as campanhas pastorais, aproveitando de modo especial a força, a dedicação e o heroísmo dos jovens. Jamais para gastar com foguetes e bandas de música.
 
O custo - beneficio do evento Jornada da Juventude só poderá ser avaliado nos próximos anos pelos resultados da caminhada, mas jovens parados é prejuízo na certa. Não diria que um vendaval passou, mas sim que o encontro dos jovens, a festa, acabou. Os palanques, que punham em destaque autoridades e artistas, caíram; os enfeites viraram cinzas e o muito material restante, que nem chegou a ser I . usado, em breve será cinza também. Claro, foram mais os pontos positivos que os negativos, apesar da desorganização reconhecida até pelos organiza- dores. Contudo, todo o mundo sabe, ou deveria saber, que mais importante que a Jornada é o pós-jornada. Dizem que a pressa é inimiga da perfeição. Mais uma vez o ditado foi confirmado. Por que tanta pressa para sediar uma jornada?
 
A cidade do Rio de Janeiro era e é um canteiro de obras onde ninguém se entende. E já era assim antes das manifestações públicas contra o Governador e contra o Prefeito. Por que não esperar pela infraestrutura necessária para a realização da Copa do Mundo de Futebol de 2014 e das Olimpíadas de 2016? Impossível que até lá não tenham sido resolvidos os problemas dos transportes públicos da cidade, dos alojamentos mais em conta, dos hospitais mais equipados, do atendimento médico mais rápido e eficiente ... e tantas outras coisas da competência da Estado e do Município, sem o perigo de ataques dos "cristãos mal intencionados" sob a alegação de "ajuda discriminatória dos órgãos públicos à igreja católica, ferindo a Constituição do País". Além do mais, o Arcebispo do Rio de Janeiro, mais sedimentado e refeito da herança de uma arquidiocese bipartida e finanças abaladas, já teria um conhecimento mais claro do terreno, dos políticos e do próprio clero inexperiente em quem confiou cega- mente. Nem as viagens coletivas dos jovens organizadores a Madri e a Roma fizeram com que se evitasse, e até se agravasse, a repetição dos problemas das jornadas anteriores. Faltou experiência aos jovens e a voz prudente dos mais velhos. Bem que o Papa aconselhou os netos a ouvir mais os avós, mas seu conselho chegou tarde demais. Salvaram a Jornada, São Pedro, primeiro papa, o atual Papa Francisco e o local paradisíaco da praia de Copacabana, sempre sob as bênçãos do Cristo octogenário do Corcovado, que abriu também as portas para os "velhos" participarem da Missa do Envio e .... a 28a Jornada da Juventude pudesse contabilizar a linda soma de mais de três milhões e meio de participantes.
 
Trezentos e cinquenta milhões de reais! Não adianta chorar pelo leite derramado, diz o nosso povo. Nem podemos cruzar os braços. Há que se criar quanto antes uma Comissão para não deixar morrer o sonho desses milhares de jovens que prometeram "ir evangelizar". Eles precisam de metas precisas e possíveis, além de condições financeiras, pois força e boa vontade é o que não lhes falta. O Papa, num dos seus mais longos discursos, disse que confia nos jovens brasileiros para esquentar e trazer de volta os corações do católicos que aderiram a outras religiões ou seitas. Julgamos ser possível, e até fácil, aliando a força e calor dos jovens à estratégia e dinheiro dos mais "velhos". Só boa vontade não basta ... e até Deus proíbe que se gaste o que se não tem.
 
Fica criada a Comissão Pós - Jornada da Igreja de Santa Teresinha de Botafogo.
 
Dentro do princípio de que as palavras movem, mas são os exemplos que arrastam, fica criada desde já a Comissão Pós-Jornada da Igreja Santa Teresinha de Botafogo, sob a presidên- cia do Pároco, do seu cooperador direto Pe Frank e mais 12 apóstolos jovens, a fim de elaborar no prazo de 30 dias as etapas da missão "ide ... evangelizar" e montar a campanha financeira corres- pondente, para que as metas sejam atingidas na sua plenitude.
 
Santa Teresinha, padroeira das missões, rogai por nós.

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